Programa de AULAS ABERTAS no ISSHIN DOJO | LX Factory

50143738_1588729674605274_3991585434869170176_o

De 18 a 31 de JANEIRO

Venha conhecer o Dojo e as disciplinas regulares de Aikido (adultos e crianças), Tai Chi, Tenchi Tessen, Yoga, Pilates, Meditação Mindfulness, Dança Contemporânea (adultos e crianças) e SV Workout.
Experimente as aulas de introdução onde pode tirar todas as dúvidas com os nossos professores.

Para participar: envie-nos um e-mail para isshindojo.lx@gmail.com e apareça nos dias das aulas com roupa confortável. Se quiser, traga um amigo 🙂


PROGRAMA

// Dia 18 (Sex.)
PILATES, 13:00 > 14:00
JUDO, 19:00 > 20:30

// Dia 19 (Sáb.)
TAI CHI, 10:00 > 11:00
JODO, 11:00 > 12:30
TENCHI TESSEN, 15:30 > 17:00

// Dia 23 (Qua.)
SV WWORKOUT, 13:00 > 14:00

// Dia 24 (Qui.)
MINDFULNESS, 12:20 > 13:00

// Dia 28 (Seg.)
AIKIDO (Crianças), 18:15 > 19:15
AIKIDO (Adultos) 19:15 > 20:45

// Dia 29 (Ter.)
YOGA, 13:00 > 14:00

// Dia 31 (Qui.)
DANÇA CONTEMPORÂNEA (Crianças), 18:30 > 19:30
DANÇA CONTEMPORÂNEA (Adultos), 19:30 > 21:00

INFORMAÇÕES
www.isshindojo.com
isshindojo.lx@gmail.com
+351 918 228949

Anúncios

Aula Aberta | Judo & Aikido

header_evento_final

O ISSHIN DOJO | LX Factory promove uma aula aberta de JUDO e AIKIDO com o objectivo de proporcionar uma experiência nestas duas artes marciais, muito diferentes mas também com muito em comum.

A aula é aberta a praticantes de qualquer nível, com ou sem experiência. Vontade de praticar e uma roupa confortável (ou um “kimono” para quem tiver) é tudo o que será necessário.

/// ENTRADA LIVRE

INSCRIÇÕES: isshindojo.lx@gmail.com

PROFESSORES:

MANUEL MARTINS, 7º Dan | JUDO

É membro do Kodokan Institute, foi já Presidente da Comissão Nacional de Graduações da Federação Portuguesa de Judo e Presidente da Comissão Distrital de Graduações da Associação Distrital de Judo de Lisboa e Juíz Internacional de Kata da Federação Internacional de Judo, entre outros cargos.

Actualmente dá aulas em vários clubes e associações e é prelector convidado pela Federação Holandesa de Judo em estágios de competição e para professores/treinadores de Judo.

Foi medalhado múltiplas vezes, em Campeonatos Nacionais, Distritais/Zonais e Internacionais.

JOÃO TINOCO, 4º Dan | AIKIDO

É membro da Fundação Aikikai, Primeiro Responsável do Saya no Uchi – Associação de Budo.

Actualmente é aluno do professor Vicente Borondo, 6º Dan Aikikai e aluno directo de Yasuno Masatoshi Shihan. É professor no Ginásio Clube Português e no Isshin Dojo, que dirige e em cuja criação participa.

É ainda praticante de Shinto Muso Ryu Jodo, membro da Federação Europeia de Jodo e da Seiryukai España.

+ INFORMAÇÔES:
www.isshindojo.com
isshindojo.lx@gmail.com | (+351) 918228949

LOCALIZAÇÂO:
ISSHIN DOJO | LX Factory (Lisboa, Alcântara)
Edifício Principal, Sala 2.15C (2º Piso)
https://goo.gl/maps/didsvkccaLC2

As Novidades no ISSHIN DOJO | LX Factory, 2018 / 2019

Embora tenham começado ainda na época passada, as aulas de JUDO orientadas pelo professor Manuel Martins, 7º Dan e de DANÇA CONTEMPORÂNEA orientadas pela professora Sofia Freire Diogo, são ainda recentes na oferta de aulas regulares do ISSHIN DOJO | LX Factory. Se gosta de JUDO mas não quer necessariamente competir ou se gostaria de experimentar a DANÇA CONTEMPORÂNEA apenas pelo gosto de mexer o corpo ao som de boa música, nada como vir experimentar uma aula gratuita.

Novidade mesmo, a começar agora em Setembro, são as aulas de DANÇA CONTEMPORÂNEA PARA CRIANÇAS, também orientadas pela Sofia F. Diogo e as de PILATES orientadas pela professora Susanne Mayer. Também estas disciplinas oferecem a possibilidade de fazer uma aula experimental e ficar a conhecer as modalidades e o dojo.

Venha conhecer o ISSHIN DOJO e as suas aulas regulares! Estamos no LX Factory, um dos ambientes mais bonitos e originais da cidade de Lisboa 🙂

HORÁRIOS ISSHIN DOJO 2018 / 2019

Screen Shot 2018-07-31 at 18.09.01

Os horários do ISSHIN DOJO | LX Factory para a época 2018/2019 já estão disponíveis!
Em breve será publicada informação mais detalhada

AIKIDO
2f e 4f | 19H15 > 20H45

AIKIDO CRIANÇAS
2f e 4f | 18H15 > 19H15

JUDO
6f | 19H00 > 20H30

SHINTO MUSO RYU JODO
3f | 18H30 > 20H00 e Sáb. 11H00 > 12H30

TAI CHI
Sáb. 10H00 > 11H00

YOGA
3f e 5f | 13H00 > 14H00

TENCHI TESSEN
3f | 20H00 > 21H30 e Sáb. 15H30 > 17H00

SV WORKOUT
2f e 4f | 13H00 > 14H00

DANÇA CONTEMPORÂNEA
5f | 19H30 > 21H00

DANÇA CONTEMPORÂNEA CRIANÇAS
5f | 18H30 > 19H30

PILATES
6f | 13H00 > 14H00


Para mais informações:
Tel.: (+351) 918 228 949 | E-mail: isshindojo.lx@gmail.com

Estágio com António Barbosa, João Tinoco e Pablo Durán

D61_4023

No passado dia 30 de Junho, no Isshin Dojo (LX Factory) realizou-se um estágio de Aikido orientado por António Barbosa, João Tinoco e Pablo Durán, todos 4º Dan Aikikai. Foi uma oportunidade para três professores — acima de tudo três amigos — partilharem as suas experiências com todos os que a nós se quiseram juntar. Acima de tudo, pretendeu-se valorizar o que há de comum no trabalho de cada um, trocar ideias e descobrir novas formas de abordar alguns detalhes.

A todos os que connosco partilharam o tapete nesse dia, fica o agradecimento e a promessa de que haverá outras oportunidades!

 

DIA DO AIKIDO PARA CRIANÇAS

D61_3232_t_r

No passado dia 17 de Junho, tivemos o nosso dia de Aikido totalmente dedicado às crianças e, como sempre, foi um dia inesquecível, cheio de actividades e brincadeira.

Depois da recepção aos nossos aikidokas, praticantes do Isshin Dojo e das Activités do GPE do Liceu Francês, começou a primeira aula do dia com alguns exercícios de percepção, ocupação do espaço e relação com os restantes parceiros. Passámos depois a alguns exercícios mais específicos, onde trabalhámos algumas aptidões úteis para a prática do Aikido. Como não podia deixar de ser, o aperfeiçoamento das quedas foi um dos pontos importantes da manhã. A aula terminou com a prática de alguns movimentos já conhecidos de todos.

Chegou a hora do almoço e, como é tradição, organizou-se um pic-nic no tapete do dojo com os contributos que todos trouxeram para partilhar. Depois de arrumado e limpo o tatami, foi tempo de fazer uma pausa para descansar e ficar a conhecer a actividade surpresa do dia: uma aula de Dança Criativa, orientada pela Sofia Freire Diogo, professora de Dança Contemporânea no Isshin Dojo. Toda a gente se divertiu, numa aula cheia de energia e propostas diferentes do habitual.

Veio depois o momento de ansiedade do dia… Os exames! Tudo correu lindamente, com todos os aikidokas a mostrar que mereciam as graduações por que esperavam. Mais importante que isso, foi uma oportunidade para mostrar aos pais e familiares presentes o trabalho de uma época. Esquecidos os nervos da prova, veio a alegria de receber os novos cintos.

O dia acabou com alguns movimentos de Aikido, desta vez menos habituais, para estrear as novas graduações. No fim, claro, não podia deixar de haver o tradicional jogo. Desta vez, jogámos ao Polícia Dorminhoco. Não sabem o que é? Apareçam um dia no dojo que nós explicamos! 🙂

Uma palavra final para agradecer a todos os que ajudaram a organizar este dia,  garantindo que tudo corria na perfeição, e um agradecimento muito especial aos pais dos nossos alunos, sem cuja confiança e apoio nada disto seria possível.

Para o ano haverá mais!

D61_3236

TREINADORES E BUROCRATAS – II

O CASO DAS ARTES MARCIAIS JAPONESAS

Importa agora, depois de me ter debruçado de forma geral sobre o que considero ser uma lei inadequada e mesmo prejudicial à livre prática da actividade desportiva, reflectir um pouco sobre o caso específico das artes marciais. E dentro destas, escolhi referir-me fundamentalmente às artes de origem japonesa que é a área que melhor conheço e cujas características próprias me interessa aqui abordar. Estou, no entanto, certo de que aquilo que escreverei será em grande parte válido para a maioria das artes oriundas de outras tradições.

kodokan11

A organização das disciplinas de combate de origem japonesa em federações desportivas resulta de uma necessidade óbvia — a de, na sua maioria, terem elas próprias uma vertente competitiva — e outra menos óbvia — a de ter que enquadrar legalmente uma actividade que, mesmo quando não competitiva, tem características que fazem com que seja lógico inclui-las no universo da actividade desportiva. É verdade que alguns dos aspectos das disciplinas de origem japonesa se enquadrariam igualmente bem em instituições de tipo recreativo ou cultural, mas também não deixa de ser verdade que não seria viável, ou pelo menos prático, que cada clube ou associação enquadrasse os seus praticantes de acordo com os desejos e objectivos de cada um, em cada momento. Para além disso, e por razões culturais, é no universo da prática desportiva que a grande maioria dos praticantes de artes marciais se vê a si mesmo. Mais facilmente a maior parte destes se considerará como fazendo parte do mesmo universo de um futebolista do que de um bailarino (por mais subjetivo que isso seja; mas isso são “outras contas”…) É maioritariamente em clubes desportivos, ginásios ou pavilhões municipais que decorrem as aulas de Judo, Karate ou Aikido, entre outras, e isso é simultaneamente causa e reflexo desta forma de ver as coisas.

Não valorizo como bom ou mau este enquadramento federativo. Vivemos na sociedade em que vivemos e, em algum momento, as artes marciais teriam que decidir se se enquadrariam em instituições promotoras e reguladoras da sua actividade, ou se viveriam num universo próprio, com tudo o que isso pudesse trazer de vantagens — como a liberdade de se regular a si mesmas segundo tradições que lhe são próprias — mas, também, de desvantagens — como a impossibilidade de participar em competições oficiais. O que valorizo, e bastante, é o facto de o Estado ceder à tentação de regular aquilo em que muitas vezes não tinha que se meter (a sua inversa também é verdade) e, quando regula, frequentemente não saber o que faz ou ser incompetente na forma como o faz. É o caso, por exemplo, da confusão com a lei de porte de arma de classe F — que para além de ser um exagero sem justificação ninguém sabia no início como aplicar — ou da Lei 40/2012 que aqui me interessa abordar e que “estabelece o regime de acesso e exercício da atividade de treinador de desporto” (D.R, 1.a série—N.o 166—28 de agosto de 2012). E valorizo mal porque, como disse na primeira parte deste artigo, o Estado resolveu regulamentar a actividade de treinador como se todos os treinadores trabalhassem para levar atletas a competições de alto-nível, quando apenas uma minoria o faz.

E se a maioria dos treinadores de desporto ficou assim sujeita a regras absurdas para poder exercer a sua actividade, no caso das artes marciais japonesas há uma complicação acrescida: a do inevitável choque entre as competências de quem forma e define regras de formação e de quem, sendo obrigado a sujeitar-se a um processo deste tipo, tem à partida uma graduação e um estatuto dentro da sua disciplina que, logicamente, o dispensariam de tal sujeição. As disciplinas marciais japonesas têm, tradicionalmente, um sistema hierárquico fixo, bem estruturado, dentro do qual cada praticante sabe a sua posição. E não só sabe, como concorda e voluntariamente a ele se sujeita, obtendo assim o natural reconhecimento do nível de conhecimentos adquiridos e correspondente progressão. É, aliás, esse enquadramento voluntário num sistema hierárquico saudável que muitas vezes é reconhecido como tendo méritos na educação e formação do indivíduo. Este sistema foi perpetuado ao longo do tempo e foi-o pelas mesma pessoas que o Estado, em 2012, decidiu não serem competentes para ensinar. Um Estado que decidiu ainda que essas mesmas pessoas, após terem adquirido competências através de um curso de formação, terão que as renovar constantemente, até ao fim das suas vidas activas, como se por natureza não tivessem as mesmas capacidades que outros grupos de profissionais têm.

Temos portanto uma série de contradições insanáveis: O Estado, que não sabe nem tem que saber de artes marciais, só atribui licença para ensinar a quem se sujeitar a um processo de formação sem fim (literalmente). Como reconhece que não sabe do assunto, deixa essa função para as federações desportivas e, no entanto, não lhes dá a autonomia que deveria dar uma vez que as sujeita a regulamentos que chegam a pormenores inimagináveis. Por sua vez, quem de facto sabe de artes marciais e tem experiência de ensino das mesmas, está à partida impedido de ensinar a não ser que se sujeite ao dito processo de formação que é imposto e regulado por quem não sabe. Mais do que uma trapalhada, tudo isto é de uma grande injustiça.

Só dando uma real autonomia às federações desportivas no âmbito da formação dos seus membros, se poderão resolver problemas como este. Depois de dotadas de real liberdade para decidir o que é bom para cada modalidade, caberá aos praticantes de cada disciplina avaliar se a sua federação está no bom caminho. Se a formação inicial está feita de forma a respeitar quem pelo seu trabalho já adquiriu competências e tem um currículo meritório, se a dita formação incide sobre as matérias que os membros e órgãos de cada federação julguem importantes, ou se a formação contínua obrigatória é necessária e em que moldes. Se o trabalho federativo for julgado incompetente, existem as eleições e todos os outros processos democráticos para fazer valer junto das direcções as opiniões dos praticantes. Enquanto for deixada ao Estado a competência de legislar e regulamentar livremente sobre aquilo que não conhece, não teremos outra forma de pressão que não a mediada pelas direcções federativas, com o inconveniente óbvio de todas terem interesses diferentes e pesos desiguais junto das instituições oficiais. Estas, desta forma, não farão com certeza aquilo que está certo, mas sim o que der mais jeito em cada altura. A si ou a quem tiver mais poder de influência.

(Na terceira parte do artigo, debruçar-me-ei sobre o caso mais específico do Aikido e das artes por natureza sem competição. Poderá consultar a 1ª parte do artigo aqui)

João Tinoco
Instrutor de Aikido